quarta-feira, 29 de junho de 2016

Morte na USP de Ada Pellegrini Grinover, por Caetano Lagrasta




“Morte na USP”

O ambiente jurídico produz monstros; suas ideias lhes dão vida.

O livro de Ada Grinover, editado pela Manole, margeia e disfarça situações e desencantos, alçando personagens, plenamente reconhecíveis e referidas a amigos e colaboradores mais diletos, enquanto elimina outros com requintes que se permitem à carreira ao impulso de burocracia medíocre e castradora – desculpem a redundância, ainda que dita com mínima elegância.

A criação de um matador em série mostra-se adequada à vida acadêmica, assim como seria de gargalhar se este sonho fosse transportado para o judiciário.

A sucessão onírica poderia impulsionar novas criações ou, ao menos, tentar se opor aos arremedos de Justiça, patrocinados pelas novas e velhas curuls, na morosidade de distribuir Justiça e ao acatar os sucessivos golpes que nossa infantil democracia sofre.

Deixemos, porém, o pesadelo e seus monstros e nos concentremos na obra.

O clima de inveja, de pequenos reveses ao amor-próprio, do puxa-saquismo e do seu antônimo, o puxa-tapete, cobrem de gloria alguns e de excremento outros, como se adivinha na dura lida profissional. Raros aqueles que conseguem a sobrevivência digna e o desfrutar do merecido ócio com dignidade, como diziam os latinos. Ada, a todos faz justiça.

Morrem-se no livro até nominados amigos, para não permitir se descubra o verdadeiro desígnio do criminoso, mancomunado à sua criadora.

Percorrem-se lições esquecidas à Medicina Legal; descreve-se um detetive, por exceção, dedicado e inteligente e que, sedutor, aproxima-se às jovens e balzaquianas que as páginas atravessam, distribuindo algum charme, por vezes decadente, a devorar decotes sem pudores, e que, às custas ao beneplácito autoral, a algumas ilusões distribui, enquanto para outras, compungida, acompanha nos dissabores ou morte.

Novos rumos da investigação criminal e conversas com psiquiatra engalanam e pretendem explicar o porquê do intuito criminoso – debalde: o objetivo tem que ser díspar, nebuloso, escorregadio, para não perder o vínculo com o real.

Ao cabo, o leitor despenca os olhos sobre as páginas finais, pensando que elucubrações ou mostras de conhecimento, por parte da Autora, tornam-se plenamente dispensáveis e investe ao objetivo: descobrir qual a solução e imaginar morte ou a prisão, condenação e o tormento do facínora na direção do ergástulo perpétuo, ou ao menos os almejados 30 anos.

Engana-se.



Ada Pellegrini Grinover: Presidente do CEBEPEJ, Professora Titular de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Doutora “Honoris causa” pela Universidade de Milão. Recebeu o Prêmio Redenti da Universidade de Bolonha. É Acadêmica da Academia Paulista de Letras (Cadeira 9. Patrono: Álvares de Azevedo). Publicou vários livros literários, entre eles: A menina e a guerra (romance), Foemina (contos), A garota de São Paulo (memórias). 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Lua de papel, de Lunna Guedes, por Adriana Aneli


MAR E LUA


                 
    ... e foram virando peixes virando conchas 
virando seixos virando areia
prateada areia
com lua cheia
e à beira-mar     

                                            Chico Buarque

Posso imaginá-la, ainda criança, a desmontar seus brinquedos de corda. Um dia cresce a escritora: passa a desfrutar em seu caderno, recostada à cabeceira da cama, do mesmo prazer ao estudar detalhes, peça por peça... a entender funcionamentos, encaixes, os comandos de seus personagens.
Das experimentações de Lunna Guedes, nasce Lua de Papel: um romance em três partes três personagens principais três artistas... que, entre passado, presente e futuro se deixam aproximar, seduzir... enluarar.
A primeira que chega é Alexandra: prisioneira em fuga, barroca. Para a menina de Teodoro, a vida é julgamento, miragem sempre quase.  A segunda traz a pele em brasa... urgências em atropelo: Raissa escritora a tatuar liberdades no corpo e intensidades na alma.
Ousadia, flerte, contraponto: é Raissa quem dilacera Alexandra em suas próprias crenças e a transforma na Alex, dos livros um e dois. Até descobrir que a ela também escritora não bastaria ser uma de suas personagens. Maré morta... a ressaca.
Para Alex e Raissa, converge Anne a fotógrafa sobrevivente , que é densidade e serenidade, história contada... a suavidade única.
Entre desejos e rivalidades, a literatura de Lunna Guedes se multiplica em poesia. Alquimista... desprende aromas e sabores do papel impresso. Palavras dissecadas, desenredadas em triângulos , nuas em seu físico. Fluídas. Espirituais. Frases de céu, terra e inferno... que se misturam nos rituais de preparação de chá-banho-beijo... e de sono profundo a verdadeira entrega.
A colecionadora nos toma pelas mãos e, com ela, percorremos um cenário povoado por personagens múltiplos. Caleidoscópicos. Urbanos. Baixa Augusta, Auditório do Ibirapuera, Campus universitário, vernissages.... Lunna nos alimenta de sua colheita, a cidade em sua melhor safra: a vida em ebulição!
Espectros de quem somos... Alex, Raissa e Anne nos alertam para nossos próprios entusiasmos. Sonhamos o voo, enquanto derretemos asas antes mesmo de nos deixar tocar o sol. Teodoro e seu coreto, seus habitantes e seu rio... A cidade cárcere é para onde voltamos, carregada aqui dentro e sem fuga possível: o livro três.
Li os três volumes de Lua de Papel, em estado de encantamento... e podia fechar os olhos certa de que a morte não me deixaria amanhecer dentro de um dia seguinte.

Adriana Aneli
____________ 
Para esta edição a Scenarium preparou três capas: diferentes olhares, ousadias e sensações... 
Com vocês... as três capas de Lua de Papel, com assinatura de Suzana Beatriz Pires Will Prado e Mariana Montrazi:

Capa de Suzana Beatriz Pires, com Bianca Velloso e Vê Almeida

Capa de Will Prado, com Larissa Biglia Frigeri e Kamila Yuiri Ogawa


Capa de Mariana Montrazi, com Alessandra Mara e Juliana Sales









Lunna Guedes é escritora, editora... artesã de livros e degustadora de cafés, sendo seus favoritos os que são servidos em copos brancos, com uma sereia de duas caldas desenhada na "borda". É seu placebo... remendo.
Nasceu em Gênova, em 1981... mudou-se para São Paulo em 2002, onde conheceu seu Mr. Darcy. Abandonou a prática da psicanálise e foi viver sua paixão: escrever e costurar seus livros: hoje tem um cachorro, um punhado de livros, sendo três seus e um punhado dos outros. Nunca foi tão feliz... caminha sem pressa, com prazer e está sempre acompanhada pelas ilusões da vida, a arte dos dias e a paixão contínua.

VISITE A SCENARIUM:


— livros artesanais, feitos com palavras alheias, tesoura, linha, agulha e papel... por Lunna Guedes! 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A gente se aperta num abraço!





Hoje preciso exteriorizar os sentimentos mais agradecidos a todos os meus queridos. Mas a prioridade é o agradecimento que devo a Esse Ser Superior que me premiou com algo muito desagradável à minha saúde...  para, então, me mostrar o grande amor de que sou alvo.

Será que este coração tem força para aguentar tanto amor? Sim! Eu penso que sim, pois ele quis que eu presenciasse, aos 95 anos, algo para ainda acreditar na existência:  entre nós há pessoas solidárias. 

Meus queridos: não desacreditem na humanidade! Saibam que ainda existe muita gente entre nós que distribui amor, generosidade e compreensão – sem esperar nada em troca.

Atentas às boas causas, a projetos de vida realmente gratificantes, ao próximo e suas necessidades mais urgentes. Eu estou descobrindo, felizmente, que esse socorro aparece entre nós com muita frequência: seja através de ajuda material, seja na ajuda espiritual.

Neste mês de temperaturas tão frias, vamos nos aquecer  com o calor do nosso próprio coração, distribuindo-nos ao nosso semelhante.

Porque o que há de melhor no mundo ainda é o amor, amor e amor.

Até nossa próxima conversa!

Beijos (e abraços)  da Nida




NIDA DEL GUERRA FERIOLI (94) é Conciliadora e Mediadora de Conflitos (formada em 2014); 
Professora de italiano; Autora do livro “Vivendo a Vida”. 

domingo, 5 de junho de 2016

OITO PERGUNTAS A PENAS com LEONEL PRATA



Leonel Prata, paulista, de Lins, vive em São Paulo, capital. Publicitário, jornalista, editor e escritor. Já escreveu vários livros com conteúdos corporativos para as empresas que atende no setor de Comunicação. Organizou, editou e é um dos autores das antologias de contos Damas de Ouro & Valetes Espada – Crônicas do Baralho e Damas de Espadas e Valetes de Ouro – Memórias Embaralhadas. Edita e atua como ghost writer em livros para autores independentes. Como editor já ganhou o Prêmio Aberje de Comunicação Empresarial com publicações para a Mercedes-Benz do Brasil, Suzano Papel e Celulose e Instituto Butantan. Como roteirista faturou o prêmio de Melhor Roteiro de Curta-Metragem, da Academia de Filmes, com o filme A Vingança da Noiva, e Menção Honrosa no concurso Novos Roteiristas de Novela, da TV Record, com Os Invasores. Escreve periodicamente crônicas para o portal Algo a Dizer (www.algoadizer.com.br), do Rio de Janeiro. Parte de sua realização profissional pode ser vista em www.leonelprata.com.br .





Trecho do conto ‘Sophia Loren’, de Leonel Prata na antologia acima.


"No meu raciocínio de menino apaixonado, achei que o caminho mais rápido para a Angélica cair nos meus braços era me tornar presidente da classe. Cheguei a sonhar com a presidência do 4º A. Era o jeito mais natural de me aproximar da Angélica. Bastava nomeá-la Assessora para Pesquisas de Ciências, por exemplo, fazer reuniões de trabalho na casa dela, e pronto! Duvido que ela pudesse resistir ao charme da Sophia Loren. Sim, uma vez, ela me disse que eu lembrava uma artista famosa, muito charmosa, de quem ela não conseguia recordar o nome. Eu me fiz de desinformado. Foi a primeira e única vez na vida que não fiquei incomodado em ser comparado com a Sophia Loren. Chegou o momento de eu me aproveitar dessa semelhança com a italiana peituda, que eu tanto idolatrava e odiava ao mesmo tempo."




BAP1: O que quer dizer comunicação num país que se aproxima a passos largos do segregacionismo?

Leonel Prata: O conjunto da mídia empresarial reforça a segregação. Até fazem um ou outro programa ou publicidade, digamos, politicamente correto, para ganhar um prêmio aqui ou ali. Coisas tipo Ação Global. Só que não trabalham por uma sociedade mais igualitária, justamente porque esta tiraria seus privilégios.

BAP2: As empresas jornalísticas, de televisão, editoras e distribuidoras etc estão voltadas para a Educação e Informação do povo?

LP: As jornalísticas não. Não educam nem informam direito, seguem seus próprios interesses, passam informação comprometida, por conveniências comerciais (anunciantes e patrocinadores) e políticas (a mídia empresarial vive na esteira dos rumos que a política toma), principalmente. Quer dizer que o que chega ao público é uma versão deteriorada dos fatos. A população, que pouco lê e enxerga, desinformada, embarca nessa onda. Isso sempre foi assim.
A imprensa, de um modo geral, ao meu ver, é a grande fofoqueira da história.
A programação televisiva é muito fraca, deseduca, incita à violência. A principal emissora voltada para a educação – TV Cultura –, que tem alguma qualidade, dá traço de audiência.
As editoras de livros no Brasil, para sobreviver, seguem as tendências do mercado, do que está na moda, em detrimento à literatura de verdade. Os livros mais vendidos nos dias de hoje, por exemplo, são baboseiras de jovens youtubers (cada vez assustadoramente mais), de padres, autoajuda, livros para colorir (isso é o fim do mundo!) e best-sellers água-com-açúcar e de aventuras de autores internacionais. As editoras que se comprometem com a boa literatura e qualidade de suas obras, poucas sobrevivem (vide Cosac & Naify), infelizmente.
As distribuidoras cumprem com o seu papel de distribuir o que as empresas produzem.

BAP3: Qual a solução para o direito de expressão e informação na atual situação do país?

LP: A solução é a mesma de sempre: Educação – social, moral e cívica.

BAP4: Você ainda acredita na comunicação?

LP: Acredito, lógico. Tento fazer a minha parte, editando livros e revistas de boa qualidade, com bons profissionais – escritores, jornalistas, ilustradores, designers, etc.

BAP5: Fale sobre o processo de composição das duplas artísticas (escritor-ilustrador) no coletivo Damas de Ouro & Valetes Espada – Crônicas do Baralho e Damas de Espadas e Valetes de Ouro – Memórias Embaralhadas.

LP: A ideia inicial surgiu em fazer um livro com escritores que colaboravam com o portal Primeiro Programa, da rádio Transamérica FM, do qual eu fazia parte. Reuni quatro escritoras e quatro escritores (os quatro naipes do baralho), damas e valetes, para fazer o Crônicas do Baralho. Para dar um visual mais legal para o livro – minha permanente preocupação com o que eu faço –, resolvemos chamar quatro ilustradores e quatro ilustradoras. Os homens ilustrariam os textos das mulheres e vice-versa, agrupados por meio de sorteios. Isso foi em 2009. Repetimos o jogo do baralho agora em 2016, com o Memórias Embaralhadas, desta vez com mais damas e valetes – 28, entre escritores e ilustradores -, também na base do sorteio.

BAP6. O que você busca como escritor?

LP: Eu busco me comunicar com o leitor de um jeito bem próximo, sem firulas de linguagem e maiores complicações literárias. Aprendi (e descobri) isso – de me expressar de uma maneira simples e leve – escrevendo (e editando) livros e revistas para empresas durante muitos anos, antes de partir para a literatura. Quanto mais eu escrevia nesse estilo descomplicado e acessível para as publicações dos meus clientes, mais me chamavam para trabalhar. Não sei fazer de outro jeito. Também busco como escritor: escrever boas histórias, de preferência bem-humoradas, com começo, meio e fim.

BAP7. Como roteirista de novela, você retrata o realismo ou a fantasia?

LP: Relato o realismo com muita fantasia. Impossível escrever sem ‘viajar’. Vale ressaltar que comecei minha vida de roteirista fazendo fotonovela, que requer muita técnica, porque o texto não pode nunca redundar com a foto, e os diálogos são fundamentais. Foi uma bela escola. 

BAP8. O que empolga e o que incomoda Leonel Prata no meio literário?

LP: Empolgo-me com a boa literatura, os bons escritores, os livros bem editados, que são muitos, mas pouca gente consome. Incomodo-me com as editoras que, em detrimento aos autores brasileiros talentosos (há tantos), apelam para outros meios (já citados acima) para ganhar dinheiro – até entendo isso, apesar de discordar, porque é um jeito de as editoras sobreviverem neste país que ninguém lê.
Recente pesquisa divulgada pelo Instituto Pró-Livro, Retratos da Leitura no Brasil, revela que a média de livros lidos por habitante no país é de duas obras completas por ano, além de outras duas lidas parcialmente, incluindo aí os livros obrigatórios requisitados em sala de aula. Metade da população brasileira (100 milhões de pessoas!) não tem o hábito da leitura.




___
Entrevista realizada pela equipe do BAP.
Chris Herrmann, Adriana Aneli e Caetano Lagrasta


Memórias Embaralhadas - Release





Damas de Espada & Valetes de Ouro
MEMÓRIAS EMBARALHADAS

Trata-se de uma antologia de contos cujo tema é lembranças dos tempos de juventude, da descoberta da sexualidade, do colégio, das paqueras, dos namoros, dos eteceteras.
São 14 escritores (7 damas e 7 valetes), com seus textos desenhados por igualmente 14 ilustradores (idem). Os valetes ilustram as damas e vice-versa.
Embaralhados entre as damas & valetes estão ganhadores e finalistas dos principais prêmios literários do país: Jabuti (João Anzanello Carrascoza, Vivina de Assis Viana, Líria Porto, Paulo Caruso, Michele Iacocca e Orlando Pedroso) São Paulo de Literatura (Jacques Fux, Suzana Montoro e Carrascoza) e Oceanos (Carrascoza), entre outros.
A escolha das duplas (escritor x ilustrador) foi por sorteio.

Adriane Garcia & Rômulo Garcias
Líria Porto & Jean Galvão
Maria Balé & Paulo Caruso
Marilena Montanari & Michele Iacocca
Suzana Montoro & Henrique Montanari
Vivina de Assis Viana & Orlando

Antônio Barreto & Silvana Menezes
Jacques Fux & Luiza Nasser
João Anzanello Carrascoza & Cristina Arruda
Jorge Nagao & Tereza Yamashita
Leonel Prata & Erica Mizutani
Luiz Bras & Natalia Forcat
Marcílio Godoi & Juliana Cordaro


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Damas de Espada & Valetes de Ouro
MEMÓRIAS EMBARALHADAS

Autores: vários (Organizador: Leonel Prata)
Editora: M Guarnieri Editorial
ISBN: 978-85-62951-04-6
Idioma: português
Encadernação: brochura
Capa e projeto gráfico: Marcílio Godoi
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 208
Edição geral: Leonel Prata

quarta-feira, 1 de junho de 2016

VAIDADE


http://www.jrav.com.br/a-roupa-nova-do-rei-o-rei-esta-nu-hans-christian-anderson/


Olá, Meus queridos e amigas VAIDOSOS!

Confesso: gosto de me arrumar, de me enfeitar com alguns adereços; enfim quero e gosto de ser elogiada: uma criatura bem vestida, considerada de bom gosto nas escolhas no meu guarda-roupa e, por isso, eu me sinto vaidosa – que pretensão! dirão, meus queridos leitores.

Mas (eis o famoso mas) – será essa vaidade um pecado? Ou apenas a demonstração de que, aos 95 anos, nós mulheres ainda podemos ser, sabemos ser, senhoras elegantes?

Todo esse blá blá blá inicial, contudo,  não é somente para falar dos vaidosos que gostam do seu jeito de ser, do seu modo de vestir ou se arrumar para os amigos queridos e parentes. Simplesmente, não: quero mesmo é alertar sobre os vaidosos que se creem donos da verdade – alardeando qualidades intelectuais, pensamentos e regras, afirmando que somente o que eles acreditam e decidem é infalível.

Isto me preocupa muitíssimo, pois os interiormente vaidosos não sabem ser cautelosos com seus princípios; não têm capacidade e nem a sensibilidade de ouvir e se propor a raciocinar com os diversos discursos das pessoas que divergem da sua opinião.

A pessoa que pensa dessa forma nunca está disposta a dialogar ou  procurar compreender a opinião alheia.

Este é o VAIDOSO que sabe convencer os incautos que não têm opinião própria. Cuidado com eles, que além de se vangloriarem gratuitamente prejudicam, repito, os incautos que os ouvem.

Contemporâneos dos 90: sejam moderadamente vaidosos fisicamente ou dialogando... E sejam muito, muito cuidadosos com a vaidade que surge no nosso interior, a mais perigosa. 

Analisemos a nós mesmos, conscientemente.

Obrigada, meus queridos leitores, deixo um grande abraço a todos!

Nida










NIDA DEL GUERRA FERIOLI (95) é Conciliadora e Mediadora de Conflitos (formada em 2014); 
Professora de italiano; Autora do livro “Vivendo a Vida”.