sábado, 28 de novembro de 2015

SER ALEGRE



Estou um tanto preocupada com os meus amigos, conhecidos e familiares, que se deixam levar pelo desânimo, pelo conformismo que – eles creem – possa ser a única coisa a adquirir na terceira idade.

Imaginam-se no pior período de suas vidas, em que todas as dores físicas e morais se acentuam,  quando, na verdade, é o período em que podemos e devemos apelar à nossa criatividade e transformar pequenos momentos que nos aborrecem em algo gratificante.

Meus queridos, vamos reagir! Enfrentar tudo o que nos atinge, com coragem, procurando a força interior que nos faça pensar: “sou feliz, por chegar a esta etapa da vida”, seja aos 70, 80 ou 90 anos, ainda lúcidos e ativos, a poder sorrir para a vida ao acordar de manhã, contemplando o céu azul, sentir o calor do sol... respirar.

Repito, sorrir para a vida é procurar torna-la mais alegre, preenchendo o seu dia com coisas úteis. Bastam pequenos afazeres, cursos que nos atualizem, peças teatrais... Vamos ao cinema, frequentar espaços que nos façam crescer culturalmente. Basta isso e seremos vistos pelos mais jovens, atraindo seu interesse para esta nossa 3ª juventude.

E então, amigos e amigas, sejamos pessoas alegres, distribuindo sorrisos para aqueles que nos rodeiam.

Nesta alegria que irradiamos aos familiares, amigos e até desconhecidos é que está o segredo de viver a vida em sua plenitude, porque o sorriso ilumina a nós e ao nosso semelhante, presenteando-o com bom humor e uma dose de felicidade.

Hoje me despeço dos meus leitores, não só agradecendo a leitura do meu texto, mas agradecendo o grande sorriso que eu estou imaginando ver no seu belo semblante.


Nida


NIDA DEL GUERRA FERIOLI (94) é Conciliadora e Mediadora de Conflitos (formada em 2014); 
Professora de italiano; Autora do livro “Vivendo a Vida” 

e colaboradora muito especial do BAP

terça-feira, 24 de novembro de 2015

PECADOS NO DIVÃ



Impressões sobre 7 PECADOS  (ed. Scenarium, 2015)
de Antonio Baltazar; Beto B.; Emerson Braga; Joakim AntonioMarcelo Moro; Obdulio Nuñes e Lourival Cristofoletti. 

por Adriana Aneli



Nem mais é um pecado,
Virou uma qualidade
...que maldade.

Beto B.



Confesso que li. E porque li, pequei. Para pecados familiares, arrisco pais nossos, aves- maria, talvez um copo de detox ou uma pitada de autoajuda. Confesso que li, e porque li, perdi o caminho da penitência; difícil mesmo é lidar com pecados alheios.

Comecei pelo buraco da fechadura, entre mandos e desmandos do universo feminino, a prova do verso, o texto afiado das sete pecadoras. Agora, estou do lado de dentro, a portas fechadas, com sete pecadores. Nestes corredores vejo pecados de gostos simples, outros de instinto requintado, pecadilhos desenhados, temores confessados, desejos derramados, devorados, arrependidos e bem-humorados. Círculos de Paraíso e de Inferno e o pecado maior, dentre todos os outros: o de ficar no purgatório sem ter cometido pecado nenhum.

Entre sete confissões e quarenta e nove pecados, testemunho o fôlego de Antonio Baltazar: sete transgressões cometidas em uma só noite; a indecência lírica (nem sempre) doce de Beto B.; a mítica história de ambivalências de Emerson Braga; a verdade à queima roupa de Joakim Antonio. Na literatura sensorial de Marcelo Moro, submerjo até flanar, sem pressa e sem medida da crônica poética de Obdulio Nuñes até o giro de novidades de Lourival Cristofoletti... Tudo com muito respeito, senhores, afinal, para além do campo da ética ou da moral, a discussão aqui é estética. Uma questão de sobrevivência, sem mea culpa.

Na era da subjetividade, pecados antigos se transformam em virtude: vaidade é autoestima, ira é brio, inveja é porta de entrada para o autoconhecimento, avareza é boa gestão, preguiça é um direito a ser conquistado, luxúria é libertação. A gula, pobres de nós, há muito deixou de ser pecado para virar a própria punição: nossa existência mundana, desde que abençoada pela mídia, ganhando contornos de sagrada.

Neste tempo de condenações e curas concomitantes sempre ao alcance de um clique, Sete Pecados surge com um discurso sincero... E por isso é novo e sedutor. Confesso que li e gosto muito do sabor que ele tem.


Fecho o livro. Pecado apagado não queima, mas deixa fumaça... e, como onde há fumaça, há fogo, abro de novo o livro: pecado vira vício. Façamos! Pecar é preciso, perdoar é humano.

Quatro dos sete pecadores: Baltazar, Obdúlio, Joakim e Moro


7 pecados está à venda no site da Scenarium:

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

bukowski dentro do vórtice de aden


Impressões do livro
Dentro de um Bukowski, de Aden Leonardo
por Caetano Lagrasta



o livro de Aden Leonardo “dentro de bukowski” (Ed. Scenarium, 2015) tem o melhor do fenômeno (?) “vórtice do golfo de aden” (quer saber mais sobre o que lá ocorre de discos voadores e outras charlatanices perigosas como movimentos de defesa mundial? entre no google, sem despesas para você, mas com sérias dúvidas sobre o teor da informação).

como lembra Aden, na voz do velho buk: “o indivíduo bem equilibrado é insano...”

e, como pensar é só pensar, que tal esta página 51?:

“Há algum motivo secreto indefinido do porquê dos voos matinais das aves. São tão rasantes nas manhãs. À tarde já parecem carregadas de tempo passado, por isso cantam”.

em seu vórtice Aden é miríade:

é moça que escala himalaias de mg e rj na busca incessante de pequeníssimas felicidades escondidas em montanhas menores;

é moça que engole choro e derrama extensos vales de flores naquilo que vive de mais doloroso num gozo;

impropério definitivo para o condenado preso que xinga e esbraveja: AMOR!

Aden tem um vórtice de mistério de secura de timidez
que ao ver a foto do seu livro no lançamento do qual se escondeu,
exclama: ói eu aí.

e lança aos ventos:

“... sonhei com você”

sem desmerecer pelotão de fuzilamento.

Aden Aden Aden
onde estás
que não te encontro
em que precipício
em que grota
tu te escondes
a tecer com palavras riscos de bordado sem fim?

para ao fim e ao cabo
gritar na 67 e seguinte:

“Flor-se...

Desfolhou-se no meu livro...
e com um ponto final
a última página disse:

guarde-se...”

mais é preciso?




caetano lagrasta –  23 de novembro/2015

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Para começo de conversa, nesta prosa sempre haverá um bom café.




 por Júlio Damásio

O aroma está impregnado no livro Amor expresso (Scenarium, 2015), pois Adriana Aneli, na medida exata, filtrou seus minicontos até deixá-los com um delicioso sabor.  

Tem cafezinho rápido, que sela uma nova amizade, outros servidos para um breve bate-papo entre amigos... e há os cafés amargos das lembranças doces. Não importa se a bebida está na mão, na mesa ou no balcão, o café não será coadjuvante, sempre terá participação especial nos enredos da autora. Nada de café malfeito para justificar a proposta: a poesia se mistura ao café. Na obra de Adriana, os espaços, sejam eles sociais ou reclusos, remetem-nos a constantes transformações, ambientes coletivos, públicos ou visceralmente solitários, e que oferecem ao leitor janelas para a vida pulsante.

Aqui temos o processo de mutação – ora possível, ora inimaginável – criando histórias que podem ocorrer neste exato momento e em qualquer lugar onde a vida humana se faça presente. É essa a genialidade que torna a literatura universal: um olhar que revela fatos tão humanos e reais, quanto despercebidos, como no conto que dá título ao livro, “Amor expresso”, onde a solidão alia-se à perspectiva de liberdade, ao mesmo tempo em que a personagem anseia pelo retorno a uma nova promessa de amor.

Posso aqui me utilizar do que o cronista precursor da literatura homoerótica, João do Rio, tão bem definiu em sua obra “A Alma Encantadora das Ruas”, na crônica “A rua”... a expressão “flâneur”:  “flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem, perambular com inteligência, ter na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas”. Pois é exatamente isto que a autora nos oferece, um flanar, o transitar pelas facetas humanas, suas alegrias, dores, arrependimentos...

Em “O milagre do pão”, temos a ânsia impregnada por mais e mais encontros que, na verdade, nunca se realizam: uma padaria onde o momento é suficiente para recuperar o fôlego necessário para enfrentar o ritmo urgente e solitário da urbe. Em seguida, flanamos pelo escritório, assistimos ansiosos ao café de colegas que se desejam, somos testemunhas dos breves encontros de vizinhos de apartamento, ou nos deparamos com a faceta capitalista ávida pelo lucro, a invisibilidade social, o recomeço possível despertado por uma xícara de café com leite, a decisão entre a vida e a morte.

Nesta pluralidade de ambientes, uma cantiga de roda pode nos conectar à contemporaneidade, como no conto “Teresinha”, um menu entre possíveis pretendentes em que o café define a escolha; em “A metáfora das asas” estamos diante do que Michel Foucault tão bem definiu: “Vigiar e punir”. Personagens que, dentro do esquema de punições exacerbadas, ainda encontram o caminho para se reumanizar. Em o “Pescador de ilusões”, somos confrontados pela figura de um mendigo e a constatação de que uma xícara de café tão banal – nossa rotina de  colocar água para ferver, ligar a cafeteira, ou ainda moer os grãos – pode ser, para outros, um desejo que só será saciado na  bondade de alguém. É a vida frenética e frívola transformando seres humanos em seres invisíveis que, muitas vezes, valem-se de um ato de loucura emergencial (“Sem dor, sem ganho”) para voltar a ser notados.

Entre os autores que apresentaram a versão moderna do conto estão Tchekhov e Katherine Mansfield, que em sua proposta abrem mão do final surpreendente e da estrutura fechada; trabalha-se a tensão de duas histórias, sendo uma oculta, sem a necessidade de resolvê-la, deixando ao leitor a missão de desvendá-la por sua imaginação. Adriana, ainda que sintonizada nessa corrente, não deixa de nos brindar com desfechos surpreendentes em seus contos. Em seu primeiro livro individual de prosa e com as mãos calejadas de poesia, a escritora se apresenta com a maestria de uma veterana no gênero. Os títulos dos minicontos fazem alusão a músicas, poemas ou filmes: repertório de lembranças onde o café faz as honras de um estudo poético, documentado por meio de histórias que abordam as experiências humanas através da ótica “cafeilística”.

Sua escrita, ora impactante, ora sugestiva, agradará facilmente as exigências dos leitores, despertando olhares atentos e aguçando a imaginação, sem, em momento algum provocar sonolência: cafeína e literatura das boas.


Os escritos de Adriana Aneli, passados no coador da sensibilidade, deixam-nos ávidos por um pouco mais de humanidade... regada ao sabor inigualável de um bom café!






Júlio Damásio é escritor, sociólogo, ministrante de palestras de incentivo à leitura e de oficina de escrita criativa.







Amor expresso

Lançamento:

Sábado 21  | 11  | 15 às 16h
na 
Starbucks
(Alameda Santos, 1054, SP)

Pré-venda pelo site da Scenarium:


 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

OITO PERGUNTAS A PENAS com CRISTINA ARRUDA



Mineira de Belo Horizonte, Cristina Arruda é artista plástica e poeta, formada em ciências biológicas e odontologia pela UFMG. Artista plástica autodidata há mais de 15 anos, vive em Belo Horizonte onde realizou as exposições individuais "Universo Feminino" e "Rebento". Ambas no Centro Cultural Lagoa do Nado, além de exposições coletivas. Ilustrou diversos livros de poesia, como a antologia "Sobre Lagartas e Borboletas", organizada por Adriana Aneli, Adriane Garcia, Chris Herrmann e Maria Balé (ed. TUBAP/Scenarium, 2015) ; "Amor Expresso" de Adriana Aneli (ed. Scenarium, 2015) e outros. Entre os projetos futuros, está trabalhando na ilustração do livro de poemas "Gota à Gota" de Chris Herrmann (ed. Scenarium) que será lançado em 2016.
Fanpage no facebook: www.facebook.com/cristinaarruda





Rebento
As vezes paro
Penso nos meus traços
Absorvo
Mastigo
Rio
E choro
Acatando a dor e o riso
Que me provocam
Não tenho a vida inteira
Para os devaneios
Da minha linha
Mas marcarei em ti
Algo que salta de mim
Como um tinir penetrante



BAP1: O que começou primeiro em sua vida: a poesia ou as artes plásticas? Conte também para nós quando e como você começou a levar a arte ainda mais a sério.

Cristina Arruda: As artes plásticas, quando comecei a ver arte em tudo ao meu redor. Meu pensar passava sempre pela criação, cores, formas e movimento. Na escola onde dava aulas de ciências comecei a trabalhar com artes, estabelecendo entre os dois conteúdos um diálogo super possível.
Sempre desenhando muito até chegar nas ilustrações, que são mais recentes.


BAP2: Conte um pouco sobre seus 15 anos na área plástica. Você diz que é autodidata. Quem foi sua inspiração no começo? Todo artista possui uma referência. Qual foi a sua?

CA: Primeiro, meu pai que era alfaiate. Desenhava as roupas e eu, menina, sentava perto e observava ele desenhando, riscando com mil réguas e cortando e costurando os tecidos. Também tocava violão. Minha mãe bordava.
Depois o conhecimento dos pintores através dos livros que contavam sobre a obra e vida. Entre eles, Tarsila do Amaral, Picasso, Modigliani, Rodin, Camile Claudel, Portinari, Oscar Niemeyer, entre tantos. Livros estes que chegavam até a mim por uma biblioteca que vinha num caminhão até a região onde morava.
Penso que a arte nos torna melhores em todos os aspectos,nela exercitamos a liberdade e o amor.
A liberdade, quando nos permitimos criar sem medo dos riscos, e o amor que nos inspira, nos faz acreditar no trabalho artístico e nos ajuda a compreender nossa vivência artística.

BAP3: A partir do que pode nascer a sua arte? Nos fale também sobre o seu processo de criação artística. Uma obra nasce pronta ou precisa de um labor intenso depois da centelha (inspiração) inicial?

CA: O processo se inicia na vontade de dizer algo, se expressar, ter voz no mundo. Tem base sólida nas lembranças da infância e se completa com as observações do cotidiano. Então junta-se ao desejo um papel, uma caneta e nasce a ideia que se desenvolve à medida que se torna uma imagem que observo. E aí já há um diálogo neste fazer artistico entre mim e a obra. Soma-se a isso tudo as técnicas que apóiam a criação.

BAP4: Como você tem visto o panorama artístico em Minas e no Brasil? A internet ajudou na multiplicação/visualização destes artistas e de suas inúmeras obras?

CA: Sim. Facilitou muito na visualização de artistas, como eu, que nao estou no eixo mais contemplado pela mídia.
Acho que ainda precisamos de democratizar os espaços culturais existentes, no sentido de novos artistas poderem colocar suas vozes através de suas obras e também criar novos espaços para exposições.

BAP5: Para quem está começando a mexer com arte agora, há pouco tempo, quais dicas você daria? Existem conselhos a dar ou cada qual que ache seus próprios caminhos?

CA: O caminho é de cada um. Mas minha sugestão é que se expressem sem se preocupar com a crítica e exercitem o fazer artístico. O amadurecimento vem naturalmente.

BAP6: Fale um pouco sobre como concilia vida pessoal e vida artística. Você tem uma rotina específica para criar? Dizem que os artistas devem ser bem disciplinados...ou você vai para as suas telas quando chega a inspiração?

CA: Considero os momentos de produção artística abençoados e gosto da solidão necessária nesses momentos. Mas me pego desenhando em guardanapo de restaurante, parando o carro pra anotar uma idéia, pois a inspiração está nas lembranças e no cotidiano e pode vir a qualquer momento. Disciplina é importante em qualquer atividade e também na arte.

BAP7: Existe alguma regra para se colocar um preço em uma obra? Como você encara esse momento da venda? Dá uma dorzinha no coração se desfazer de suas obras?

CA: Dá um pouco sim. Cada trabalho tem características próprias, mas entendo que é necessário que o trabalho seja visto por várias pessoas. Ele tem vida própria e deve cumprir o papel de emocionar as pessoas e levá-las à uma reflexão, além de despertar os sentidos e o gosto estético.
Quanto a valores, acho um momento difícil mas necessário, posto que o trabalho artístico deve ser valorizado financeiramente, sem dúvida.

BAP8: Quais são seus projetos para o futuro?

CA: Continuar desenhando, pintando, ilustrando livros. Curtindo meus filhos, livros, música e amigos. Aprimorar meu canto e minhas composições. Levar a vida sem dureza, prefiro a suavidade.




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Entrevista realizada pela equipe do BAP.
Chris Herrmann, Denise Moraes, Lourdes Rivera e Marcelo Mourão


domingo, 1 de novembro de 2015

Impressões: O quarto amarelo, de Vera Ione Molina



Bêbados a enxergar luzes de estrelas mortas


O livro de Vera Ione Molina “O quarto amarelo”, deste ano, pela Editora Bestiário, trouxe-me a honra de breve resenha.

Ei-la.

Gostei. E se de um tanto me regalei; doutros me senti distante daquele Sul que pouco conheço: lástima.

Esbarrões em letras de músicas, em sambas que conheço e muito gosto, em menções honrosas a escritores americanos, latinos, que forjaram o mapa e os rios deste Continente que são como veias de um corpo inteiro estendido, no verso sentido de Daniel Viglietti.

As bonecas: a do quarto amarelo e as da hóspede; aquela me fez recordar Quiroga e sobressai em deliciosa leitura; as outras nos arrebatam em gesto de terna amizade.

Me gusta, mucho, a intromissão da língua irmã e próxima, a lastimar que não consigam os hermanos compreender, num exercício de quase reciprocidade, patavina deste nosso português, a aumentar o isolamento continental: pena.

A autora – em licença de cantiga de amigo – ficciona – se livrar do casamento ao atingir o júbilo da aventura, distante, na Calle Balcarce.

Dos suspiros da derrota nãos se escapa o pai à tristeza e os bêbados a enxergar estrelas, vislumbram luz que lhes chega prenúncio de morte: suicídios.

Alemães esvoaçam o livro (um a se afundar em desejos submarinos de jovem na aparência indefesa), ombreados a freiras e regionalismos de distantes memórias.

Por fim, mas não como última beleza destes contos: Felicity, a sorte da morte digna também aos cães.


Caetano Lagrasta
1º de novembro de 2015