sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Relato de Viagem




nos campos de guerra
sobrevivem borboletas
: as pétalas mudas


Sou peregrina. Experiencial, nos mistérios desta rota de imagens escritas e poesia traçada a cores. Campo aberto. Refinados artistas que não traem esforços: executam hai y kai com o domínio pleno de suas técnicas.

Chris Herrmann tem olhos e mãos de poeta. Construtora de versos, desenha sílabas poéticas, pinceladas precisas, sensação, sensibilidade, memória, oriente e ocidente a carvão diluído, tempo materializado, palavra que corta: flagrantes da (nossa) natureza.

Leo Lobos não traduz poemas, interpreta linguagens. Nos 50 passos dessa dança, nunca abandona as possibilidades da construção do texto.  Mestre na representação de cores e formas, estudioso da história e da cultura, fortalece as relações entre idioma e imaginário.

No percurso, miram-se e admiram-se Bashôs, Leminskis, Franchettis, Alices, Jiddus, Beneditas, Hideos, Alvaros para então brotarem - originais e únicos - os Haichris.

Ao final da viagem, trago-os todos para casa: luzes sombreadas, contornando minha mente: retornando-me.


Adriana Aneli


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