terça-feira, 4 de agosto de 2015

COMO SUPORTAR JABS NO BAÇO E ENCARAR NOCAUTES

Acabei de ler o livro do meu amigo Vlado Lima. Gostei muito. A cada página uma nova passagem secreta por saltos ornamentais ou buracos de fechaduras. Um livro que trata de vários assuntos: imagens inacabadas, sonhos interrompidos, copos pela metade, mulheres convulsivas-imaginárias, amigos putos em busca de um freezer decente, fenômenos históricos, referências filosóficas, quadrinhos, programas televisivos...Ô Cride!!! .

Um livro intempestivo, como diria Giorgio Agamben. Ser intempestivo, assevera o filósofo, é diluir a incandescência nas trevas, como só os poetas o fazem -, tamanha a percepção multifacetada do cotidiano.
O livro convida o leitor a gargalhar, elaborar reflexões sobre a porra da vida... ou a um inusitado encontro com a melancolia; mas isso tudo passa a cada página, a cada verso, a cada assalto...

Não se trata de um livro suave. Depois da leitura, ninguém sai flutuando em barquinhos bossa nova. A parada é outra: poesia-porrada...ops, jabs para ser mais exato.

Se o amigo leitor resistir, sairá renovado -, pulsão de vida a se transmutar no instante seguinte.

Se não resistir, aconselho: cole num buteco e beba uma cachaça...pode chamar o Vlado e a mim também, pois além de degustarmos a danada, rachamos a conta...

Um brinde!!!


Edmilson Felipe – (dimi)



Edmilson é escritor e poeta. Doutor em Antropologia. Atualmente é professor assistente doutor e Chefe do Departamento de Antropologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Participa do Núcleo de Estudos da Complexidade nas seguintes linhas de pesquisa: Itinerários intelectuais e dinâmicas culturais contemporâneas. Participa também do Núcleo: Imagens, Metrópoles e Culturas Juvenis. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Complexidade e Conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: Industria Cultural, Cinema, Arte e Tecnologia e literatura. Coordena o curso de extensão universitária de Antropologia Visual junto à COGEAE (PUC-SP).

2 comentários:

  1. O melhor livro que li no ano de 2015.

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  2. Meu beiço de preto sangra até agora, com esse Livro do Vlado, que não termina...continua no sempre.

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