segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

POESIA NA BOCA: A caminho, de Paulo Bentancur - Voz: Chris Herrmann

POESIA NA BOCA: Instante - Adriana Aneli Costa Lagrasta

A Oficina do Escritor - I

DEZ MANDAMENTOS PARA ESCREVER O MELHOR QUE FORMOS CAPAZES DE FAZER E, ASSIM, O MELHOR...
por Paulo Bentancur 

 1) Leia, leia, leia. Só lendo muito entraremos em sintonia fina com a prosa do mundo, com a poesia do mundo, com as ideias do mundo, com a música verbal, o ritmo sonoro dos animaizinhos que se escondem nos dicionários ou que saltam caoticamente da boca das pessoas, sem um cuidado maior. Lendo, lendo bastante, quando sentarmos para escrever, estaremos tão contaminados de um ruído saudável e rico, de um cinema feito só de palavras mas tão vasto e múltiplo, que na hora de colocarmos nossas ideias no papel, elas naturalmente sairão fortalecidas pelas ideais dos demais, os que publicaram e a quem lemos, e pela forma como eles escreveram, e então nossa forma será mais plena, mais contagiante porque contagiada. Não se pode amar sozinho. Não se pode escrever sem encontrar correspondência nessa fonte viva que é a literatura de todos os tempos. Só mergulhando nela seremos capazes de escrever como escritores de fato, como seres amadurecidos dentro de uma região que é exatamente aquela onde nosso texto deseja habitar. 2) Escreva, escreva, escreva. Escrever não é escrever. Escrever é REescrever. O exercício contínuo da criação nos torna – assim como um ginasta que treina todos os dias – capazes de atingir plenamente o que planejamos criar. Não basta querer, desejar, ou, até mesmo, estar inspirados. É preciso, como um jogador de futebol que treina quase diariamente, ficar em forma para que nossa vocação e nosso dom encontrem seu ritmo perfeito, adequado, suficiente. Primeiro eu faço um copião, quase – desculpem a palavra – um vômito. Depois eu viro leitor de mim mesmo, mas um leitor o mais distanciado possível, e transformo – numa segunda redação – o que foi uma enxurrada num curso d’água melhor dirigido, e afinado. Mas essa primeira revisão e segunda escritura (ou REescritura) é apenas o segundo passo de, digamos, uns cinco. 3) Deixe o texto dormir. O texto, como o ser humano, se não dorme fica perturbado, imperfeito, precário, doente. O texto precisa de tempo, e depois de um certo tempo, pode ser encarado por seu autor sem as ilusões com que seria encarado na primeira redação, quando o autor ainda está um tanto cego, impelido pelo primeiro empurrão que é a própria ideia ou necessidade de escrevê-lo, ideia quase nunca clara e, sobretudo, em termos de acabamento, nebulosa, com altos e baixos. Depois de dormir o suficiente, o texto se mostra tal como é, e quem o escreveu já consegue um distanciamento maior, melhor, e não se sente tão comprometido assim ao ponto de ter dificuldades de passar-lhe a faca! Nesta hora, passa mesmo. Corta o que está demais. Completa o que está de menos. É a terceira escritura ou a segunda REescritura. Poderão haver mais uma ou duas, nunca se sabe. 4) Mostrar a quem sabe, a quem deseja e costuma ler. Com todo o respeito aos amores e aos amigos e aos familiares, mostre o que você produz em literatura a quem conhece literatura. A outros escritores, críticos, a gente pouco comprometida afetivamente com você e que por isso mesmo saberá lê-lo sem enfrentar dificuldades na hora de apontar alguma insuficiência no seu texto. Gente diante da qual você pode ficar absolutamente confiante quando receber um elogio, porque será um, digamos assim, “elogio a frio”, isto é, ditado tão-somente pelo reconhecimento do seu talento, da qualidade do seu texto. Aliás, o elogio terá sido feito ao que você escreveu, não a você. Você pode ser amado e escrever muito mal. Isso é um perigo. Você pode escrever muito bem e não ser amado, o que é uma desgraça. Convém não confundir as duas condições. Seja amado pelo que é como pessoa (pelas pessoas que o amarem, algo fora da Literatura) e seja criticado pelas pessoas vocacionadas para lê-lo e analisarem o que você faz, sem cometerem o equívoco de dizer que você é um gênio só porque é simpático ou dizerem que é um medíocre só porque você não dá bola pra elas. Seu texto tem vida independente de você e é assim que deve ser julgado. Portanto, por pessoas independentes das suas relações. Ou, no mínimo, mesmo sendo das suas relações, com a independência necessária (neste caso, o que não é fácil de encontrar). 5) Saiba receber uma crítica. Ou melhor, vibre. Diz o “Eclesiastes”, “Vaidade, tudo é vaidade.” Quem legitimamente deseja escrever, imagino eu, deseja escrever bem, fazer o melhor (o que vale para todas as áreas). Ora, se queremos o melhor, não queremos cometer erros, realizar obras frágeis, imperfeitas. Assim, todo senão, toda crítica que nos alerta das nossas limitações, que nos avisa que o que fizemos não está bem, puxa!, é uma bênção. É preciso ter uma qualidade humana admirável – a da autocrítica – para estarmos preparados para receber a verdadeira crítica, aquela que não nos leva para compadres e que têm a honestidade de nos acordar, avisando que as coisas não correram bem dentro do projeto ao qual nos propusemos. É preciso vencer a barreira da vaidade, do orgulho, para só aí compreender de fato o que esta crítica diz e então enxergarmos com clareza as deficiências do que eventualmente cometemos para que não venhamos a repeti-las no futuro e para que consigamos salvar o projeto defeituoso, aperfeiçoando-o a partir dessa crítica aparentemente nada amiga, porém, na verdade, esta sim, crítica amiga, porque produtiva, útil, não enganadora. 6) Desconfie dos elogios. Ou melhor, preocupe-se. Conheço mais injustiças a favor que injustiças contra. Ou seja, gente que não escreve nada mas que, por ter boas relações políticas, acaba sendo “engolida” como se engole sapos. Medíocres considerados existem milhares. Gênios incompreendidos, uma dúzia, se tanto. É preciso ter a força e a coragem de dispensar os elogios cujo único objetivo é manter a “casa em ordem”, ou seja, visando apenas os interesses da boa convivência (que “boa convivência” é essa se ela só esconde a verdade?). Eu aprendi, desde cedo, que a pessoa que me dava um tapinha nas costas e dizia “Paulo, está uma maravilha” não tinha nada para me ensinar e, na verdade, era inconfiável. E que a pessoa que me fazia uma cara de preocupada, ou constrangida, e me comentava, “Olha, Paulo, bem, quer dizer, sabe?, isto que escreveste, até que começa bem, mas, lá pelo meio, eu acho que tu te perdes um pouco, e tem muita informação sobrando, desnecessária, e tu deves centrar o foco da tua narrativa no conflito central das personagens, e não ficar dando tua opinião sobre as coisas” etc., a pessoa que me mostrava que eu tinha uma pedra no sapato, esta estava me fazendo um enorme favor. Melhor ainda, estava me salvando: fazendo com que eu ganhava anos de vida, economizando um tempo incalculável que eu perderia em enganos se ela ficasse, por educação, só me enrolando, dizendo que estava bom e pronto. Se safando socialmente em nome da camaradagem enquanto eu continuaria, enganado, cometendo os mesmos e velhos erros. O elogio é terrível. Até mesmo quando merecido, ele só não é dispensável (afinal, é merecido), mas deve logo, logo ser deixado para lá. Porque se o escritor concentrar-se demais no elogio recebido, grande é a chance de ele vir a relaxar, descuidar de seu processo criativo. Toda criação geralmente brota de desafios e enigmas. E quem se deita na rede dos elogios recebidos, não se sente desafiada e nem enxerga enigma algum a sua frente, só certezas. E de certezas não se constrói nada além do que todos nós já conhecemos. Perde-se a capacidade para abrir novos caminhos e arriscar. E então viramos escritores comuns, previsíveis, desinteressantes. Movidos só a elogios que buscamos satisfazer e não à saudável exigência de nos superarmos a cada novo livro. É essa superação (nascida sempre da autocrítica) que garantirá a cada novo livro um novo – e grande – passo. Ou seja: apenas a insatisfação é capaz de semear o que tem chance de satisfazer de fato.

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PAULO BENTANCUR, nascido e residente em Porto Alegre,
é escritor, crítico, oficineiro, tradutor e assessor editoral.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CONSELHOS PARA UM JOVEM LEITOR

por Paulo Bentancur





A leitura é uma ação delicada, difícil – só na aparência simples. Pega-se um livro que se elegeu, com certa incerteza (como ter certeza acerca do que vamos encontrar no miolo do volume?), e abre-se, como abrimos uma porta para entrar numa casa, num auditório, em algum espaço no qual coisas acontecerão.  Não sabemos o que vai acontecer. E isso nos deixa curiosos, às vezes ansiosos, às vezes pressionados pela atenção que é preciso colocar durante o ato da leitura, essa visita a esse espaço onde muita ação e muitas personagens surgirão diante de nossos olhos. 

A ação pode ser pouca lenta, complicada (mais psicológica que movimento externo) – e nos aborrecer.

Pode ser vertiginosa, cheia de detalhes, e nos deixar sem fôlego, emocionados pelos acontecimentos.

Pode ser uma ação delicada, uma única trama sem grandes lances acrobáticos ou perigosos, mas no entanto repletos de riqueza humana no que os protagonistas realizam. E isso pode nos tocar fundo. Fixar raiz em nossa memória.

Quando se fala em ação, pensa-se logo em diversão, distração. Isso faz parte, sem dúvida, porém (e que ótimo “porém” esse) uma obra literária sonha geralmente com algo maior: comover o leitor, deixar-lhe sinais de que a vida é mais rica ainda do que aparenta. E é fundamental estarmos alertas para captar esses sinais.

As personagens. Pode-se dizer “os” personagens ou “as” personagens. É substantivo comum de dois gêneros. Alguns estranharão: por que “a” personagem? Porque uma de suas fontes vem da palavra latina “persona”, que quer dizer máscara. E ser uma personagem é vestir uma máscara, cumprir à risca um papel. O autor não perdoa. Mas a personagem também não. Muitas vezes, enquanto estou escrevendo, a personagem resolve fazer coisas que eu nem imaginaria ela fazendo. A personagem tem, sim, a sua independência. Controlada por mim, mas ainda independência. Sob esse aspecto, a personagem nunca é um “túmulo”, expressão que utilizamos para definir pessoas tímidas, discretas, que não dizem nada sobre si e sobre os outros ou dizem quase nada. Num livro, as personagens são expostas cruamente, impiedosamente pelo escritor. E o leitor tem a afortunada oportunidade de (como um espião) descobrir tudo, os segredos mais invioláveis, na vida jamais mostrados, na literatura sempre, de um jeito ou de outro, exibidos. Sem, claro, que a personagem saiba. Você, leitor, fica a par de tudo. E a personagem não irá persegui-lo, fique tranquilo. Ela ignora o quanto você sabe. Basta ler como se espiasse por uma fresta que o levasse a um mundo paralelo.

Sim, a literatura é um mundo paralelo. E um mundo – uau! – com a ambição saudável de examinar quase microscopicamente tudo o que neste mundo, o real, de onde escrevo, não se examina, exceto os cientistas (descobertas que só ficam entre eles no momento em que ocorrem, e que só são divulgadas tempos depois, já de uma forma um tanto simplificada). A literatura não, a literatura é um mundo secreto, mas o mais democrático dos mundos secretos. O mais popular.

Por isso peço-lhe, jovem amigo que ainda está treinando olhar a página impressa pelo menos uma vez a cada dois dias: aguce os ouvidos. Ouça as palavras que o autor utiliza, o seu vocabulário. Socorra-se no dicionário se alguma delas lhe soar estranha. Escute a harmonia das frases, o ritmo dos parágrafos. A música do texto todo. A linguagem de que se utiliza um autor é como o modo de falar de uma pessoa. E uma pessoa mostra muito quem é pelo jeito como se expressa, mesmo que minta.

Ler com todas as antenas ligadas ajuda-nos a flagrar a mentira, a achar a verdade até em lugares que ela parecia nem existir, de tão singelos que são (uma estrela cabe num grão de areia, é uma ideia e uma imagem a se pensar). E, mais que tudo, a beleza. A beleza é a verdadeira verdade, a verdadeira bondade, a arte expressa com toda sua musculatura à mostra.

E, por fim, leia procurando, não só ao autor, à história que ele conta, aos personagens que ele pinta, aos cenários que descreve, à linguagem com a qual ele conversa com você. Leia procurando a si mesmo. Em algum trecho, no meio do caminho, ou até no fim, quando menos esperar, você poderá se deparar com algum fragmento do livro que diz tudo aquilo que você sempre desejou dizer ou precisou dizer e não sabia como. Agora sabe. Agora pode.

Porque leu, e, lendo, pode escrever-dizer a voz que se somou à sua e, desta forma, ajudou a sua voz a então poder, a partir da leitura, começar a desenhar o rosto que você de fato tem (até então ilegível para você), a história que é sua (e que você nem sabia que havia uma história possível de ser contada). O jovem leitor em geral não descobriu ainda que somente com a leitura ele conquista não apenas o conhecimento “externo” do que muitos escritores quiseram dizer e incontáveis histórias e as figuraças que vivem essas histórias, conquista não apenas uma “cultura”, a permitir-lhe ser, inclusive, um bom falante e um bom ouvinte. Mais que isso, conquista a si e começa enfim a infinita aventura de desvendar os mistérios que ele próprio carrega, há anos.



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PAULO BENTANCUR, nascido e residente em Porto Alegre,
é escritor, crítico, oficineiro, tradutor e assessor editoral.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A AVENTURA DE UM ESCRITOR

por Paulo Bentancur


A vida, sabemos todos, está em toda parte. Longe daqui, perto daqui, e aqui! A vida está na rua, na escola, na praia, no estádio de futebol, na tevê, no computador, na convivência com os amigos, nos livros – e no blog. Eu vivo tudo isso. Tudo. O que se esconde e brinca de pegar com nossas emoções no inconsciente de cada um. Cada ser humano tem mais um por dentro. Somos um eterno mistério e somos várias pessoas em uma só. Isso não deve nos confundir, mas, pelo contrário, fazer com que nos sintamos ricos, um ser que vale por uma humanidade inteira.

Vejo, pela tevê a cabo, de madrugada (quando paro de ler ou de escrever por cansaço ou fastio ou porque o texto chegou numa encruzilhada na qual não sei para aonde vou), filmes de que gosto: de vários gêneros, alguns impensáveis. Tento assistir aos jogos de futebol do meu time quando acho que ele anda confiável. Ultimamente acho-o bastante irregular, e assim, quando o time entra em campo, me escondo debaixo da cama e rezo que os 90 minutos passem logo. Se o time ganha, nem vibro tanto assim. Sinto, na verdade, um grande alívio. No dia seguinte estarei livre da flauta dos torcedores fanáticos do inimigo, espécie com a qual, admito, não tenho a menor paciência. Fanatismo é muito besta – em qualquer coisa, seja no futebol, na religião, em política... E não sê-lo acho bonito. Uma espécie de vitória maior que qualquer outra. Gosto de assistir tênis. Os grandes jogadores: Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer. Enfim, os dez melhores no ranking da ATP – Associação de Tenistas Profissionais. Meu único vício é o cafezinho. Não bebo nem fumo. Mas cafezinho, chego a beber uns dez por dia. Talvez por causa do meu ritmo acelerado (sou mesmo um menino maluquinho, já um TAAAANNNNTO crescido). Sabemos que a cafeína é um estimulante, e o café ajuda a me manter alerta, na ponta dos cascos, com fôlego para viver, ler, escrever.

Aliás, ler faz parte de viver. Escrever faz parte da vida. Parte essencial, essas duas ações criativas. E vida é criar, criar-se. Quando leio, leio sobre vidas que se somam à minha. Quando escrevo, escrevo sobre vidas imaginárias que, de alguma forma, vivem o que eu gostaria de viver ou o que eu jamais gostaria de viver (se, por exemplo, escrevo uma história dramática). No entanto, lendo sobre outras vidas e escrevendo sobre outras vidas, é, de certa forma, como se eu vivesse muitas vidas, além desta vida aqui, externa, na qual estou mergulhado e neste instante compartilho com vocês, que me leem. Gosto muito de conversar, outro vício além do cafezinho. Acho que em sua maioria as pessoas não sabem conversar, não sabem escutar. Não sabem nem olhar direito. Tudo porque não leem. Eu, a cada papo, ganho um novo amigo ou acrescento mais amizade na amizade que já tinha. A cada novo papo torno um desconhecido em conhecido. Um estranho num parente. Um inimigo, talvez, num amigo possível. Vivo assim, com sede de descobrir, e trato de ir atrás, como um detetive corro atrás de tantas coisas que, neste mundo de infinitas possibilidades, ficariam paradas como um poste e fechadas como uma porta trancada dando para uma sala vazia se eu não tomasse a iniciativa de conquistar esse novo espaço e utilizar a maior de todas as forças, a do conhecimento, a mais eficiente das ferramentas, a das palavras a me proporcionarem ideias sólidas, capazes de me ajudarem a atravessar as fronteiras entre o que ignoro e o que descubro logo a seguir, e que muitas vezes alguns tentam destruir com bobagens, preconceitos – coisa de quem não lê.

Ler é ver. Uma caneta é uma caneta, para todo mundo. Mas se alguém sabe como se fabrica uma caneta, certamente saberá enxergar essa caneta muito melhor do que quem olha esse artefato e não sabe como o construíram. A desinformação nos impede de entender o que os olhos capturam. É nossa mente brilhante que conta tudo aos nossos olhos, e então SA-BE-MOS o que efetivamente estamos vendo. E, desta forma, vemos mesmo. Vemos muito melhor. É com o olhar das palavras que eu os vejo. E, espero, tomara que seja com esse olhar que vocês estejam me vendo também. Nosso entendimento será grande e nossa simpatia e admiração de uns pelos outros maior ainda.

Tudo porque escrevo. E há gente que me lê. O encontro, marcado, então se dá – e é perfeito.



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PAULO BENTANCUR, nascido e residente em Porto Alegre,
é escritor, crítico, oficineiro, tradutor e assessor editoral.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Temática: Natal, 2014

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Com o objetivo de divulgar ainda mais o trabalho de nossos poetas, nossa comunidade Boca a penas ganhou também um blog.

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Para o blog traremos alguns destaques como, por exemplo, as chamadas temáticas e as homenagens.

Mais à frente, traremos artigos literários e entrevistas.

Agradecemos todo o apoio e carinho demonstrados pelos poetas e amantes da poesia.

Um abraço das editoras

Chris Herrmann e Adriana Aneli Costa Lagrasta!